Imaginário

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Estava tudo escuro, ouvia os roncos, o som tedioso dos móveis de mogno estalando, o calor trazendo moscas para o naco de carne apodrecendo sobre a mesa.

Porque não foge? – me perguntou o amigo imaginário – leva contigo só uma companhia, aquela que te liberta. Se isso significa partir sozinho, que seja, vá só. Se não, leve consigo essa alma poderosa e assustadora que se parece tanto com a sua. Diamantes em estado bruto, sujos, maltrapilhos iluminados. O cúmulo, uma beleza estúpida que brilha secretamente sob uma casca grosseira e rude de silêncio e insatisfação.

Brigas virão, crises virão. Quando passarem fome se estapearão, falarão coisas más um ao outro, mas juntos nesse mundo assustador a companhia um do outro os alimentará e suas mãos permanecerão dadas porque a coragem de partir une os selvagens. Os covardes ficam encalacrados, atados em seus sofás enraizados no mundo paralisado das massas de manobra com seus sonhos de aposentadoria suave, bem remunerada, viagens nas férias, descontos nos supermercados, uma boa injeção para a dor.

Porque não abre essa porta e foge? Deixa de ser covarde, pisa teu pé descalço na rua e sente o frio do asfalto banhado pelo azul lunar. Tem medo de um mero bicho de pé? Sentirá medo então da estrada infinita, estendida a sua frente. Seu caminho infinito, suas possibilidades infinitas causam medo a tua cabeça condicionada em crer no futuro como a garantia de um bom plano de saúde, um local decente para ser enterrado. Tua vã dignidade, teu coração estagnado.

Foge meu amigo, se morrer amanhã tendo pisado fora da gaiola, morrerá livre para voar, como um passarinho livre que eu sei, tu sempre quis ser.

Eu recolho as malas. Meu amigo imaginário ri. Não é desprezo, ele tentou me assustar com esse papo – Tu não é homem, e não estou dizendo isso por mal. Tu é um menininho. Volta para tua cama, se cobre e deixa o calor te abençoar mais esta noite. Logo te acordo e obrigo a abrir essas asas.

Alan Prestes


Prestes a te ver!
Prestes a te beijar!
Prestes a ser feliz!
Prestes a tudo com vc amor!


Afetuoso Platônico Inicio de uma amizade


Amigo Conselheiro

Existem nesta vida tantas situações complicadas onde nós, pobres seres humanos, precisamos de um conselho e uma orientação de alguém em que podemos confiar. Quando nos submetemos aos pés de Deus pedindo ajuda, muita das vezes ele levanta alguém para ser este conselheiro, este ajudador. Tenho sentido este amor conselheiro numa pessoa que muitas das vezes nega a si mesmo para me ajudar e para me ver feliz. Um grande amigo assim, poucos tem, pois a maioria são como "amigos ursos" que lhe abraçam mas te esmagam. O mundo ai fora está cheio desse tipo de amigo. Mas pela misericórdia de Deus que ouviu minha oração, levantou alguém para na hora da angustia e tristeza, me ajudar e me fortificar. A você meu querido amigo que por si é cheio de virtudes e carinhos, a você dedico muitas horas de alegria e paz, pois nas tristezas e dores desta vida, veio tu me amparar. Obrigado por ser tão grande amigo assim.

Fer.A


Doze meses se passaram e outra vez nos reunimos muitas coisas já mudaram mas na amizade persistimos

Não há o que substitua o valor desse sentimento quem seus amigos cultua não perde jamais o alento.

Feliz aniversário, amigo. neste dia tão especial seja Deus o teu abrigo a livrar-te de todo o mal

Parabéns !


Fer.A



Solidão do condor


Certa vez; o Condor cansado da solidão das alturas dos Andes, desceu para um vôo mais próximo a outros pássaros. Trazia dentro de si, muito desânimo e muita descrença. Quando olhando para uma montanha, que para ele, não era tão alta; observou que havia uma Águia bem vistosa, que lhe chamava a atenção, pela astúcia e seriedade que transmitia. E com tantos outros pássaros que poderia ter se aproximado, escolheu-a para conversar. A Águia mostrou-se bem receptiva ao Condor. Conversaram por vários dias seguidos e em espaços pequenos. E o Condor apesar de muito desconfiado, começou a simpatizar-se com a esperteza e sonhos de vitória da Águia. E por várias vezes, a Águia chamava a atenção do Condor, pelo comportamento depressivo, que ele demonstrava ter, nos seus momentos de volta ao passado. Fazia com isso, que o Condor visse, que a vida continuava e ele precisaria voltar para suas alturas. O Condor, sem muito esforço; foi-se levantado e olhando para frente; com perspectivas de ter ao seu lado, aquela amiga que lhe transmitia ensinamentos de força e astúcia. E dentro do coração do Condor, a lgo muito grande foi crescendo. E a Águia com toda sua lucidez; f oi incapaz de contrariar tal sentimento. O tempo passou e o outono chegou. A comida já estava ficando escassa na região. Então o Condor, propôs à sua amiga, que fossem para outro local, onde pudessem encontrar mais alimento e mais condições de vida. A Águia neste momento, se mostrou desconfiada da necessidade do Condor em tê-la junto, para tal tarefa. E não conseguindo ver sentimento de " carinho " e " amor " no convite do Condor; f icou meio receosa ao aceitar o proposto . Mas como não havia outra solução de imediato, balançou sua cabeça e abriu suas lindas asas para o vôo. E já exaustos de horas e horas de vôo, sobrevoaram um deserto; onde o sol escaldava a areia com seu calor devastador. O Condor observava que sua amiga estava exausta e lhe propôs:
- Vamos descer um pouco? Afinal estamos voando a dias; e você deve estar como eu, muito cansada e com certeza encontraremos água e comida lá em baixo!
A Águia olhou com seus olhos astutos para baixo e talvez sem pensar na preocupação do Condor para com ela, respondeu-lhe:
_ Como você tem coragem de acreditar que neste deserto conseguiremos encontrar água e comida? Será que não percebe que se descermos, morreremos escaldados pelo sol e serviremos de alimento para outro animal qualquer? O Condor neste momento, sentiu a racionalidade da Águia e a sua falta de vontade em querer acreditar, que alguma coisa de bom, pudesse acontecer na tentativa. Era como se a Águia houvesse assumido uma outra personalidade diferente da demonstrada a um bom tempo atrás.
O Condor calou sua voz, mas seus pensamentos debulhavam as palavras e atitudes demonstradas pela Águia. Seguiram por mais alguns dias calados e sufocados pela fome, cansaço e dúvidas entre si. E todas as vezes que o Condor tentava entrar no mérito da questão, querendo entender o que se passava; a Águia sempre muito racional e até fria; lhe achava incompreensível e cobrador de algo, que com certeza, o Condor não tivesse direito.
Ao passarem bem próximo a uma linda cachoeira, o Condor entusiasmado disse:
_ Olhe só, quanta água! Deve ter peixes grandes ali e você com sua rapidez, poderia caçar por nós. Suas garras apanhariam os peixes e comeríamos para matar nossa fome.
A Águia olhou para baixo e respondeu-lhe:
_ Como você quer que eu chegue próximo aos peixes se o volume da água deste rio é imenso! Poderia me sufocar com a pressão da água sobre mim! E se tentasse apanhá-los próximos às pedras; poderia um jato forte da água desta cachoeira, me derrubar para dentro do rio e eu morreria. Será que você não consegue enxergar o que está me pedindo? O perigo que corro? As dificuldades que teria que enfrentar para vencer isto? Será que você não vê que estaria arriscando tudo o que tenho, por uma tentativa que poderia não dar em nada? Não consegues entender, que nada valeria este risco?
O Condor, neste momento; sentiu que não estava mais falando com a Águia que conhecera. E neste momento, mais do que os outros; sentiu-se só novamente. Mas já não mais queria sufocar o que pensava, porque havia agora uma necessidade pessoal de falar. E quando tentou mostrar à Águia o que sentia com relação ao que estavam passando; a Águia mais que rapidamente e extremamente racional; mostrou-lhe, que suas prioridades eram outras. E que o Condor, era apenas uma boa companhia enquanto se silenciava ou escutava o que ela dizia.
O Condor sentiu-se novamente só... bem só... Mas uma solidão um tanto quanto pior, porque ela vinha acompanhada de sentimento. E ainda tentou, mesmo de maneira errada, mostrar para a amiga, que ainda poderiam voar juntos.
Mas foram tantas as tentativas frustradas, que o Condor um dia; como a Águia, usou de racionalidade e afastou-se, mas com esperanças de que sua companheira ainda pudesse lhe procurar. E em meio a uma grande discórdia, levantou seu vôo sem dizer adeus; pois dentro de si, ainda queria a Águia próxima a ele. Ainda sonhava com o vôo bem suave e caloroso que poderiam realizar juntos.
Quando já estava a uma boa distância, teve a necessidade de olhar para trás. Mas o vento soprava fortemente. A distância entre ambos já era muito grande, que os olhos do Condor, não mais puderam ver os olhos da Águia.
Talvez ambos tenham se arrependido, de não terem tentado voltar atrás e recomeçar seu vôo juntos, mas silenciaram-se. O Condor ainda esperaria; mas conhecendo sua amiga, sabia que ela nunca o procuraria; porque sua racionalidade era bem mais forte que seu sentimento. E os sentimentos de ambos, eram medidos pela Águia (sempre racional ), com uma desvantagem para o Condor: " ele a amava mais "!
E se foram... Para onde? Não se sabe; mas ainda se ouve o bater das asas solitárias do Condor nos altos das Cordilheiras e o grito da Águia nas montanhas; à procura do que ela com certeza; não deu conta de que era "sentimento"

Basta dizer que estou te rasgando em pedaços.
Apenas me diga que você não consegue dormir.
Eu assombro seus sonhos
Diga que seu ultima pensamento é meu
Não é terrível perder o sono toda noite
Por que eu sou a luz mais azul
Que não te deixa enxergar direito
E agora espero que isso dure por muito tempo
E não tenha fim
Eu sei que sou muito desligado agora...
Você diz que não sei ser pratico
Sim... Prefiro ser romântico e cheio de sonhos
E se tiver ilusões é com elas que aprenderei,
mas, não me culpe pela sua falta de amor próprio.
Por que você deveria ter alguém pra amar também
sua juventude é passageira
ou cultive amores pelo longo da vida
Pra que você possa colhê-los mais tarde,
mas eu prometo que eu volto
Lamento minhas inseguranças.
tudo duplo

Afetuoso Platônico VIII


Infelizmente o sonho acabou
a chama que queimava se foi
eu sinto tanta dor mas finjo que estou bem
Dormir já não é fácil, eu sei
não te ter ao meu lado é sofrer
eu quis tanto mudar mas não consegui

e se eu nunca mais te encontrei
foi porque não era pra ser
e em doces frases buscava qualquer uma explicação
sobre tudo que eu não aceitava
já é tarde demais, tenho que aceitar
acabou, não da mais para assim continuar
acabei de sentir que na vida tem algo a mais
que só fingir que dependo de alguém
pra ser feliz e tudo ficar melhor

mais uma noite em claro passei
o frio já me tocava outra vez
um abismo e uma só cor
que eu teimo em colorir
que essa história marcou, eu sei
pena que não mais floreceu
eu quis tanto mudar, eu juro que tentei

Acabou
Aceitei
Eu ja Superei

Mash - Doces Frases

Ter Me Apaixonado


Todo dia parece segunda-feira
Não há como escapar da dor do coração
Agora eu quero juntar isso novamente
Porque sempre é melhor tarde do que nunca
Desejando eu pudesse estar junto aqui
Eu quero te dizer quando eu te ligar
Eu poderia ter me apaixonado
Eu queria ter me apaixonado

Fora das nossas mentes e fora de tempo
Desejando que eu pudesse estar com você
Para compartilhar o ponto de vista


Acordando para o que as pessoas falam
E está ficando mais tarde a cada manhã
Então eu percebo que é quase meio-dia
E eu tenho perdido metade da minha vida para jogar isso fora
Dizendo que cada dia deveria ser um novo dia
Para fazer você sorrir e encontrar uma nova forma
De me apaixonar


Cansado de esperar, não consigo mais aguentar, tenho que te dizer
Eu não posso aguentar outra noite sozinho
Então eu tomo um fôlego e, em seguida, atendo ao telefone..
Poderíamos ter nos apaixonado


Afetuoso Platonico VII


Você me faz falta.
É. Talvez eu não deva estar te falando isso. Mas a saudade que eu senti hoje foi mais forte que qualquer "orgulho".
Saudade de você me fazendo rir o tempo todo.
Saudade das suas palavras que me fazia esquecer do mundo.
Saudade das nossas conversas.
E até de nossas pequenas incompatibilidade de ideais .
De você tentando me enganar.
Saudade das nossas incertezas.
Saudade da esperança que eu possuia de ficar contigo um dia.
Saudade de tudo.
Saudade de VOCÊ.

Afetuoso Platonico VI


Num doce sorriso... Num olhar penetrante... Numa palavra doce de carinho... Aqueces-me a alma já gelada pela solidão! E esqueço sempre, a cada dia que nasce, a cor cinza que desprovia os meus dias de paixão. Uma esperança perdida que recuperaste. Uma dor perdida num porto distante que trouxeste de volta na corrente de uma maré só tua, contra a qual não consegui remar.

Não. Não sei. Não sei como o fizeste. Não sei porquê tu. Não percebo. Não quero perceber. Não quero quebrar o encanto do que me fere de cada vez que te afastas.

E sonho sempre. Acordado. Penso no que não tem explicação, penso em ti. E entristeço. Afasto-te. Não sei o que quero, nem com que forças desejo. Não sei o que anseio nesta procura de... Não sei de quê. Não sei o que procuro na imensidão do tempo que me leva o amor que não sei já como começou.

Perco-me num sussurro para o meu coração não se ferir. Mergulho num embalo que me segreda tudo o que não quero esquecer.

E choro. Esqueço tudo o que me atormenta, mas é já tarde demais! Quero voltar ao que era... Tenho saudade daquilo que nunca foi. Esqueço a dor do tempo infinito de não te ter agora. Porque o agora é mais longo que todo o sempre, distante... Distante de ti!