Não sei se estou bem, estou feliz por um lado, mas triste por outro. Resistente por um lado, frágil por outro. Esperançoso por um lado, pessimista por outro. Sensação tão estranha que nem consigo definir se estou bem ou não.
Resistente
Relâmpagos Incineradores
Frida Khalo
Paixão é entrega, Amor é Afeição Profunda
Paixão sentimento excessivo, afeto violento e seguem-se outras classificações.A beira do colapso

Não sei, mas acho que as vezes gostaria de conhecer mais sobre o pensamento alheio, mas não por meios cabalísticos, apenas pela simples magia do "falar"... Poder compartilhar e dividir de idéias, circuntâncias, problemas, confusões... "Dividir" seria a palavra ideal. Ouvi esses dias que é impossível dividir algo com alguém que não está disposto e acredito que faça sentido em alguns contextos. Papel delicado hein: Ser avaliador de si... do seu futuro... Complicado até mesmo de se pensar...
Essa pressão toda, esses pensamentos oriundos sem respostas... esse tempo que não passa e a voz que não vem apenas alerta um receio já esperado daquele conto lido anteriormente... E todo esse vôo tem me dado uma canseira danada... e a areia escorre por entre os dedos, talvez por conta da tremenda força que aplico para que ela não vaze... Tudo tem seu tempo, e para cada coisa, um momento... Espero estar fazendo a coisa certa, e indiferente do que pensem, eu fiz o melhor possível...
Angustia

Um momento difícil, confuso e sereno, sentimento de dor e medo, também uma sensação que nada está certo, as coisas não estão normais, os eixos já não giram entre si, sensação que parece nunca vai ter fim, correr para onde, sem ter aonde ir.
Um ressentimento sem previsão de cessar, parece uma insegurança de criança, um temor, uma dor, anseio que não se acalma, como se houvesse uma ferida na alma, vontade de chorar, um sofrer calado, um psicológico abalado.
Assim que funciona a angústia em nosso ser, de uma hora para outra não mais nos pertencemos, estamos nas mãos de um sentimento mesquinho e que não tem coração, nos pega sem piedade e joga no chão.
A felicidade está tão distante, parece ser impossível alcança-la, não existe visão do sorriso, da paz, do equilíbrio, o ego está dilacerado e seus fragmentos estão longe de se recompor, restando-lhes apenas instantes de dor.
O ser humano culpa-se por seus erros e se afasta dos perigos que uma decepção possa lhe causar, mas existem coisas que não podemos controlar, um sentimento sorrateiro que pode trazer consigo todo aquele medo e o coração sente-se apertado dentro do peito.
A alegria vai embora, a canção que antes era linda perde o seu encanto, os rumos são inversos e os sonhos jogados num canto, parece que se vive um momento de total desolação, dor na alma, também no coração.
Uma sensação de aperto que não é física, uma violenta agitação imóvel, uma ferida que dói e sangra não por fora, por dentro, imagens sem fim podem ser usadas para descrevê-la, mas nenhuma a abraça, diante de uma aflição de limites tão imprecisos o melhor é tentar sobreviver.
Sombria é a noite, parece que nunca vai ter fim, o dia insiste em não chegar, olha-se para um canto e não se enxerga nada, a vida está vazia, não existem mais opções de nada, tudo parece sem cor, sem brilho, sem vida, sem amor.
INCOMPREENSÃO

Na solidão revolto-me em tristezas
farto chorar a angustia doentia
horrível é escutar a própria respiração
certeza de estar sozinho na multidão
Jamais me acostumei na escuridão
também pudera, obstáculos ferem
pisar espinhos, topar a cabeça na parede
é vendado o mundo no preto solitário
Droga! Porque não tenho respostas?
Espaço que faz um oco vazio
consome a existência da alma
chamando por ação objetivista
Nada adianta, o pessimismo toma-me
o escuro impede o que é inexplicável
só queria um dia deixar este lugar
Castelo do Gigante,
Procurei por todos os lugares: No castelo do Gigante, na casa feita de doces da bruxa má, na casa da vovózinha e até mesmo embaixo do comprido nariz do menino de madeira, uma definição honrosa para a inocência. Será mesmo que procurei nos lugares certos? Poderia ter corrido para os lugares mais sombrios, procurar por criminosos que se escondem atrás de grades, que descrevem vergonhosas situações a respeito da sociedade que tanto cita essa palavra como auto-definição. Eu sou Inocente!
Nos lugares mágicos eu não encontrei o que eu queria, mas desfrutei de um ambiente intenso e repleto de intrigas. A Bruxa má queria comer João e Maria, o Gigante não gostou nada, nada da visita de um pobre garoto, chapeuzinho vermelho era perseguida pelo lobo e o menino de madeira era punido por cada mentira que ele contava. Pessoas boas e pessoas más. Bons feitos e Maus feitos. Tudo com dois lados. Me fez pensar. Qual seria o avesso da inocência? Seria a Inocência elevado a -1?
A pulga atrás da minha orelha me impulsionou a querer saber o impacto que tal palavra venha causar. Segundo o dicionário. A pureza, simplicidade e isenção de culpa compõem o significado que tanto procurei.
João é inocente depois de ter escalado o pé de feijão e roubado a galinha que botava ovos de ouro? João e Maria são inocentes depois de terem queimado a bruxa no forno por legítima defesa? Chapeuzinho vermelho depois de desobedecer a sua mãe e ido pela floresta? E Pinóquio por contar mentiras? Se a resposta for: “Sim, eles são inocentes.” Eu terei de dizer que os políticos corruptos também são inocentes, os presidiários que mataram e contam mentiras atrás das grades para se isentarem da culpa e os ladrões são completamente inocentes.
Cansado dessa minha aventura pelo mundo mágico e pelo mundo realista, minha conclusão é que a inocência total é indiferente que um conjunto vazio. A inocência parcial é o que nós chamamos de simplesmente Inocência, ou o que nós acreditamos ser inocente... Pseudo-inocentes...
Ou mudamos nossas maneiras de pensar ou daremos tiros cegos para todos os lados. Histórias que chamamos de ingênuas também se revelam assustadoras ao serem levadas por um lado realista.
Depois disso tudo, você é inocente?

